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MÚSICA POPULAR
A música popular no Brasil (música popular brasileira
- mpb) desenvolveu-se paralelamente à música clássica e
também unia os instrumentos europeus tradicionais -
violão, piano e flauta - com o conjunto dos ritmos
produzidos por frigideiras, a cuíca, com seus sons
abafados e tamborins. Nos anos 30, a música popular
brasileira tocada nas rádios tornou-se um poderoso meio
de comunicação de massas. Três dos mais conhecidos
compositores desse período foram: Noel Rosa (1903-1937),
Lamartine Babo (1904-1963) e Ary Barroso (1903-1963). A
cantora principal de Barroso, Carmen Miranda, acabou por
alcançar reputação internacional, aparecendo numa série
de filmes de Hollywood.
A bossa nova apareceu no Rio de Janeiro no final dos
anos 50. Inicialmente, era interpretada com música
íntima nos apartamentos das classes média e
média-superior do Rio de Janeiro. Os músicos misturaram
o samba brasileiro compassado com o jazz americano. Mais
tarde, a bossa nova tornou-se marca comercial de um novo
conceito de música, isto é, um pouco triste, algumas
vezes desentoada, onde o lirismo tem grande importância.
Em meados dos anos 60, a história lírica de “A Garota
de Ipanema”, conduzida por uma linha de rica melodia,
foi o primeiro grande sucesso internacional a emergir da
bossa nova, movimento de cantores e compositores
brasileiros. Esse movimento inseriu a música popular
brasileira no mapa musical e trouxe um momento de fama
para o compositor Tom Jobim e o poeta lírico Vinicius de
Moraes.
Em 1968, no período da ditadura, da guerrilha urbana
e da ansiedade sobre como mudar o sistema político, os
Tropicalistas apareceram: Caetano Veloso, Gilberto Gil e
Gal Costa. O tropicalismo pode ser descrito como uma
mistura de música internacional (assim como o batuque
latino e o rock'n'roll) com ritmos nacionais. Há muito
de sua própria criação: lírica, inteligente, com
compassos mais rápidos e ritmos mais plenos do que a
bossa nova.
A música popular regional no Brasil inclui o forró do
Nordeste, onde o acordeão e a flauta liga os violões e a
percussão num passo de dança campestre (sertaneja); o
frevo, também do nordeste, que tem estilo simples e
enérgico; o chorinho (literalmente “pequeno choro”) do
Rio que combina vários tipos e tamanhos de violões,
flautas, percussões, e, um ocasional clarinete ou
saxofone numa forma terna de música instrumental; e o
sucesso internacional lambada. Quando dançada, lambada é
sensual e de passo rápido; tomou seu nome do verbo
português “bater ou açoitar”, que se refere ao bater de
coxa contra coxa. Mas, a música popular brasileira mais
típica é o ritmo sedutor do samba.
Ninguém está certo da origem exata do samba. Algumas
pessoas acreditam que o samba nasceu nas ruas do Rio de
Janeiro com contribuições de três culturas diferentes:
canções portuguesas da corte, ritmos africanos e passos
rápidos do índio nativo. Outros acreditam que o samba é
simplesmente africano na origem e que evoluiu do batuque,
uma música baseada em instrumentos de percussão e
batidas de mão. Hoje em dia no Brasil, a música popular
continua a explorar novos ritmos e novas melodias. Seus
intérpretes e compositores fazem uso de todas as fontes
musicais para competir e encantar muitas platéias
musicais do mundo.
A música no Brasil tem se desenvolvido claramente
através de dois movimentos distintos: a tradição escrita
(transposta da música européia), também chamada
“aprendida” ou “concerto”, e da tradição não-escrita (resultante
das músicas européia, indígena e africana). Ambas
desenvolveram-se em seu próprio modo e, como tem
acontecido também em muitos outros países, têm se
convergido em certos pontos. No Brasil, esses encontros
entre as tradições populares e aprendidas têm uma
importância específica, porque não há dúvidas que neles
emerge um dos aspectos extraordinários da produção
musical brasileira.
Hoje em dia no Brasil, a música popular continua a
explorar novos ritmos e novas melodias. Seus intérpretes
e compositores fazem uso de todos recursos musicais para
competir e comprazer os inúmeros públicos no mundo.
Alguns de seus mais conhecidos artistas são: Maria
Bethania, Alcione, Roberto Carlos, Cazuza, Ney
Matogrosso, Rita Lee, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal,
Fafá de Belém, Chitãozinho e Chororó, Elba Ramalho,
Alceu Valença, Luiz Gonzaga, Luiz Gonzaga Jr., João
Bosco, Djavan, Ivan Lins, Marisa Monte e Elis Regina. |